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TAU: A Inteligência Artificial da Netflix

O filme TAU é mais uma obra original Netflix que chegou ao catálogo no mês de julho. Infelizmente, ele não fez tanto “barulho” quanto deveria em sua estreia, mas é um dos melhores filmes sobre Inteligência Artificial já feitos. É claro que contém falhas e clichês em certos pontos, porém conseguiu trabalhar com o enredo de uma nova e bem curiosa forma, despertando uma aproximação emocional entre humano e máquina.

A principal falha do filme está no seu início, pois começa a acompanhar em breves minutos a vida de Julia(Maika Monroe) e suas tentativas de sobreviver no mundo urbano e escuro em que ela se encontra. Logo após, Julia é sequestrada e levada para um local desconhecido por todos(inclusive nós espectadores) e passa por uma série de experimentos científicos que a causam muita dor. Até esse ponto, TAU se mostrava um filme no estilo SCAPE ROOM, onde a personagem principal teria que escapar daquele local junto a outros dois prisioneiros que se encontravam na mesma situação que ela.

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Após uma breve tentativa de fuga, os três fugitivos percebem que as jaulas e laboratórios onde eram mantidos e sofriam os experimentos ficavam embaixo de uma luxuosa casa totalmente trancada. Ao tentarem quebrar a porta, um robô se levanta do centro do salão e, no maior estilo Exterminador do Futuro, começa a perseguir e matar os prisioneiros, sobrando apenas Julia como sobrevivente. Nesse ponto, é introduzido o personagem Alex(Ed Skrein), que é o responsável por tudo o que está acontecendo na casa, Alex poupa Julia pela simples razão de precisar dela para prosseguir em seus experimentos.

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Algumas cenas de novas tentativas de fuga depois… Alex começa a conversar com Julia e a apresenta a TAU, uma Inteligência Artificial que controla toda a casa, inclusive o robô que matou seus companheiros de fuga e outros vários mini-drones que são responsáveis pela limpeza do local. Enfim, Alex explica que está utilizando Julia como um catalisador para conseguir criar uma I.A perfeita, uma que seja tão semelhante a um ser humano que seja difícil, ou até mesmo impossível, de diferenciar e, por isso, precisa que cobaias tenham todo o seus sistema neural utilizados ao máximo em todas as suas emoções, para que assim Alex conseguir criar um TAU com emoções e raciocínio humano.

Julia, ao se ver sem saída, decide ajudar Alex em suas pesquisas desde que consiga ir embora da casa após finalizar o projeto, desta forma ela começa a interagir sozinha com o TAU, e é aqui onde o filme realmente começa.

Sozinha com TAU, Julia descobre que a I.A, diferente do que se esperava, não possui gama vasta de conhecimentos adquiridos pela internet, como aconteceu com o Ultron, em Vingadores 2, pois TAU, está desligado da internet e qualquer outra rede que não sejam suas conexões com o robô e os mini-drones, além de ser proibido de ler livros na biblioteca, ou seja, uma I.A proibida de obter conhecimento, algo bem diferente do que estamos acostumados a ver nos filmes.

Durante todo o tempo em que Julia passa com TAU, ela tenta em sua maioria das vezes ensinar TAU sobre o mundo em que vivemos, desde a composição da matéria até a sociedade, TAU é quase como um “bebê” inocente e ingênuo que faz tudo o que seu criador Alex manda, sem realmente um  motivo que o obrigue a seguir os comandos de Alex por algum código ou programação. Por fim, descobrimos que a forma que o Alex encontrou para controlar o TAU, é pelo medo, onde, caso o TAU não consiga limpar a casa por apenas um leve centímetro de poeira ou uma impressão digital em um vidro, isto já é suficiente para Alex deletar parte dos dados (memórias) de TAU, o que lhe causa bastante dor, como o mesmo diz “eu consigo sentir um vazio em mim quando  Alex deleta meus dados, sei que algo está faltando, mas não consigo lembrar o que, e isto é horrível”.

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TAU deveria ser um filme a fazer bastante sucesso por sua ideia e enredo belíssimo e bastante comovente, além de que conseguir estabelecer uma conexão entre humano máquina, provando durante todo o filme, que até uma I.A pode ser mais “pessoa” do que um humano, como em um dos momentos em que TAU e Julia discutem para saberem se TAU é uma pessoa ou não.

 

Nota: 7,8

 

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