Cinema, Críticas

Extinction: A Invasão que Quase Deu Certo

Extinction(extinção) estreou na última sexta, 27 de julho, mundialmente pela Netflix. Este foi um filme que teve vários problemas para a sua realização. Ele estava no cronograma da Universal Studius para ser lançado nos cinemas em janeiro deste ano mas, devido a problemas, o longa foi retirado do calendário do estúdio e adiado, vindo somente a estrear quando a Netflix comprou os direitos da produção.

O que mais chamou atenção foi que, mesmo com tantos problemas em sua produção, Extinction possui um time de peso, tanto no roteiro, que foi escrito por Eric Heisserer (A Chegada), quanto no elenco principal, com Lizzy Caplan como Alice e Michael Peña como Peter.

O filme começa com Peter questionando sua vida e a “verdade” sobre seu mundo enquanto trabalhador comum e cidadão em sua sociedade, o mesmo de sua esposa Alice, com quem tem 2 filhas Hanna e Lucy. A história começa a se desenrolar após Peter sofrer de pesadelos recorrentes sobre uma invasão alienígena, sobre a qual ele imagina que está para acontecer em breve, o que é tido por sua esposa como passos iniciais de um problema psicológico de Peter.

Até os 25 minutos iniciais, o filme apresenta um tom mais de drama familiar com toques de “sobrenatural”, quando Peter descobre que ele não é o único tendo estes sonhos e após uma festa em sua casa, uma real invasão alienígena acontece, levando Alice a crer que seu marido conseguiu de alguma forma prever aquele ataque em seus sonhos e ambos começam a tentar seguir os passos das premonições de Peter para sobreviverem ao início do ataque. Logo após eles se encontram de frente com um soldado inimigo que com esforço geral da família é derrotado e deixado no apartamento da família.

Até então, o filme não passava de mais um Sci-fi sobre invasão alienígena no nosso planeta, com uma pitada de sobrenatural (em relação aos sonhos de Peter e outros), nada que chamasse realmente a atenção ou que merecesse a curiosidade do espectador, mas tudo isso muda quando o soldado derrotado no apartamento da família acorda e vai atrás deles em túneis subterrâneos onde estão escondidos, e durante uma nova luta, Peter descobre que o soldado alienígena coberto por uma armadura estranha, na verdade é um humano com no máximo seus 22 anos de idade, o que já foi suficiente para fazer eu me acomodar melhor e prestar mais atenção na história.

Já nesse ponto, o filme, que é até um pouco entediante, se torna mais atrativo, te fazendo se perguntar o porquê de um humano está em uma armadura tão estranha com aspecto alienígena, e principalmente o porquê de estar atacando a Terra. Após forçadamente o soldado Alien (agora descoberto ser um humano), ajudar a levar Alice que estava machucada após salvar sua filha Lucy, para uma fábrica onde todos estariam seguros, o soldado pergunta a Peter se ele realmente sabe quem ele é, e não só ele, mas todos em seu mundo, confuso Peter não entende a pergunta e após um procedimento cirúrgico em sua esposa, ele percebe que todas as pessoas em seu mundo, não são humanos, mas sim androides com Inteligência Artificial e suas premonições que vinham em sonhos, nada mais eram que memórias de seus passado, que haviam sido apagadas por ele mesmo depois da guerra global que se deu entre humanos e androides pelo domínio do planeta, onde os androides foram os vencedores e obrigaram os humanos sobreviventes a se refugiarem pequenas colônias em Marte e agora retornavam para conseguir seus lares novamente.

Quanto as atuações de todos os atores e atrizes não foram o esperado por mim, deixando muitas vezes transparecer que como personagens coadjuvantes, Michael Peña e Lizzy Caplan se destacam bastante, mas como personagens principais, não souberam carregar tão bem o filme como deveriam. Outro ponto, são os efeitos especiais, que durante a invasão da cidade, são ótimos, realmente impressionantes, mas a última cena do filme deixa transparecer um tom de efeitos quase amadores, dando um tom de desleixo com o encerramento do filme.

No geral, é um bom filme para assistir no fim de semana, ele entrega mais do mesmo em seu inicio e quando entrega um Plot twist que faz merecer a atenção e curiosidade do espectador eles conseguem aumentar a sua qualidade, mas não tanto quando poderiam, afinal a ideia para este filme, foi excepcional, mas não foi tão bem explorada quanto deveria.

Nota do redator: Se você é fã de Westworld e não quer esperar por longos anos até descobrir como a série da HBO irá acabar, provavelmente será assim.

Nota: 6,8

 

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