Cinema, Críticas

Crítica Jurassic World: Reino Ameaçado e a renovação da franquia.

Você se lembra a primeira vez que viu um dinossauro?

Essa frase pode ser muito bem a frase de início para falar sobre Jurassic World 2, já que ela, por si só, incita em qualquer um o sentimento de nostalgia ao lembrar da primeira vez que assistimos Jurassic Park. Mas, o que torna essa frase ainda mais marcante durante o filme é que, ao mesmo tempo que te faz lembrar de memórias tão saudosas do primeiro filme, ela também pode ser um total “tapa na cara”, já que JW2 é extremamente diferente dos clássicos e deixou isso bem claro.

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“Jurassic World não é Jurassic Park”, foi isso que este longa tentou dizer durante toda a sua duração na tela.

A história em si começa, de certa forma, com traços da famigerada jornada do herói, onde uma nova missão surge, uma personagem então deve buscar por um “herói”, o único capaz de realizar a missão, mas o “herói”, não aceita a missão até perceber que aquilo em jogo é maior do que ele mesmo e então começa sua jornada. Até aqui nada de novo, mas ao chegar na nova ilha, onde os protagonistas deveriam resgatar a velociraptor Blue, e demais dinossauros da ilha, que já estava prestes a ser extinta por um vulcão, se veem traídos pelos seguranças do parque que tomam para si a Blue entre outras 10 espécies de dinossauros.

Começa então uma corrida para reaver estes dinossauros e coloca-los em uma nova ilha, onde possam viver livres, sem a presença humana efetivamente, ou seja, extinguir o parque dos dinossauros para sempre e criar um santuário.

Neste ponto da história, somos apresentados a tão misteriosa personagem infantil Lucy, a qual até então nunca foi citada ou fez aparição no filme anterior, porém de importância fundamental para o desenrolar do longa e da qual, será o grande ponto central dos próximos filmes por vir desta franquia.

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Dentre o filme, tais coisa que foram tão importantes para criar uma linha de separação entre Jurassic Park e Jurassic World, foram que a partir deste filme, não era mais uma franquia de aventura com dinossauros, muitas das cenas do filme podem ser categorizadas como suspense e até gore em certos pontos especiais, com certeza este foi o Jurassic World/Park que mais fez nós humanos temermos os dinossauros, finalmente os roteiristas decidiram colocar estes animais não apenas como ameaças descontroladas, mas sim ameaças das quais oferecem um risco global para a humanidade.

Em exemplo, pudemos ver o Indoraptor, o novo dinossauro apresentado neste filme, que ao invés de ser tão grande e ameaçador quanto o clássico T-Rex, foi algo menor, porém até mais assustador do que o rei  dos filmes Jurassic Park, pudemos ver o Indoraptor, como uma ameaça assustadora, da qual assim que posto em cena uma vez, dominou totalmente o ritmo do filme, sendo presente em todo o restante, sem deixar espaço para nenhum outro tomar seu posto de: “A grande ameaça” da história. O qual, protagonizou cenas realmente pesadas de mutilação de humanos, deixando um ar de algo totalmente diferente de qualquer coisa já apresentada a nós.

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Mas é com grande certeza que posso afirmar que a principal participação deste filme ficou com a personagem Lucy, uma garotinha de 9 anos que simplesmente roubou o filme para si, tanto em atuação quanto em história. Algo que me incomodava muito em todos os filmes da franquia Jurassic Park/World, era que a tecnologia necessária para clonagem e edição de DNA era uma realidade, porém, jamais isso havia sido experimentado em humanos, apenas em dinossauros, um desperdício em minha concepção.

Porém, com esse novo longa, finalmente este aspecto foi realizado em tela, a clonagem foi experimentada em humanos e não só em dinossauros, o que irá garantir a esta franquia bons futuros filmes se estes resolverem debater sobre este assunto especifico e sua validade em seu mundo.

Em questão de atuações, Chris Pratt, que interpreta Owen, mais uma vez fez um excelente trabalho, garantindo ótimo carisma e empatia por seu personagem, já Bryce Dallas Howard, que interpreta Claire, foi o real modificador deste filme dentre os personagens anteriores, já que aparentemente melhorou bastante sua atuação, e deixou de ser “a mulher mais rápida do mundo correndo com saltos altos” como maldosamente era lembrada, e conseguiu se tornar uma protagonista real e importante para a história, cujo espectador se importa e consegue criar empatia.

E para finalizar, devo dizer que realmente agora faz um pouco mais de sentido a mudança do nome da franquia de Jurassic “Park”, para Jurassic “World”, já que por decisões feitas por vários personagens (principalmente a Lucy), o terceiro filme, será algo que pode ser chamado de mundo dos dinossauros.


Nota: 9,0 Estrelas

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