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3%: A distopia brasileira que não teve seu devido reconhecimento

Em um mundo pós-apocalíptico, onde o foco é no Brasil, 97% da população se encontra em uma miséria absoluta, vivendo no Continente, enquanto os outros 3% da população vive num completo oposto, esbanjando saúde e tecnologia, chamado Maralto.

“Em um futuro pós-apocalíptico não muito distante, o planeta é um lugar devastado. O Continente é uma região do Brasil miserável, decadente e escassa de recursos. Aos 20 anos de idade, todo cidadão recebe a chance de passar pelo Processo, uma rigorosa seleção de provas físicas, morais e psicológicas que oferece a chance de ascender ao Mar Alto, uma região onde tudo é abundante e as oportunidades de vida são extensas. Entretanto, somente 3% dos inscritos chegarão até lá.“

Sinopse via AdoroCinema

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Como a maioria das distopias, 3% pegou algumas características de Jogos Vorazes, porém de uma forma tão suave que não torna a série uma clara imitação. A história começou em 2009, quando um pilot foi lançado no YouTube e ganhou muitas visualizações. Após a compra da Netflix, onde ocorreu uma repaginada significativa de forma positiva, a série foi lançada na nova plataforma já em 2016 com a 1º temporada completa.

Uma das grandes diferenças entre o pilot no YouTube e a série da netflix é o aprofundamento nas histórias dos participantes principais do Processo. Inicialmente somos apresentados a alguns personagens logo na primeira avaliação do Processo, como a Michele, Fernando, Rafael e Joana. O Processo é, como o próprio nome já diz, um processo de avaliação onde os candidatos terão que mostrar, através de algumas provas, que merecem ir para o Maralto. Este evento ocorre todos os anos, onde apenas candidatos com 20 anos podem participar tendo apenas uma chance, vale ressaltar que apenas 3% dos candidatos passam para “o outro lado”.

3%

Em meio a esse cenário existem os aliados da Causa, que é um grupo contra o Processo. O Processo no qual a série foca mostra que existem infiltrados da causa, trazendo esse ponto como um dos focos principais. Após uma 1º temporada maravilhosa e com um gancho incrível para outra, no mesmo ano (2016) a série foi renovada para a 2º temporada.

 

Depois de um pouco mais de um ano de espera, em 2018 foi lançada a 2º temporada completa na netflix. Enquanto a 1º temporada focava apenas no Processo, a 2º passou a explorar a história do Continente, do Maralto e de como tudo começou. Com a entrada de novos personagens que foram essenciais na trama, a 2º temporada manteve o nível da primeira, sendo maravilhosa e extremamente viciante para maratonar.

 

A série em si traz algumas reflexões, sobretudo na 2º temporada quando é possível entender toda a história de criação no novo sistema. Porém, para mim, um dos melhores momentos da série foi quando houve uma manifestação cultural perfeita. Apesar da série passar num futuro pós apocalíptico, conseguiram inserir uma breve representação do nosso carnaval, mas de uma maneira mais emocionante. A cena conta com a participação especial da cantora Liniker com o grupo Ilú Obá De Min, fazendo um cover ilustre da música “Preciso Me Encontrar” de Cartola. Apesar de 3% não possuir o reconhecimento merecido no Brasil, a 2º temporada fez um gancho para uma possível 3º temporada.

 

 

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