Críticas, Literatura, Sem categoria

A Beleza em Caminhos de Sangue

“O Lugh nasceu primeiro, no solstício de inverno, quando o sol fica bem baixinho no céu. Depois fui eu. Duas horas depois. Isso já diz tudo. O Lugh vai primeiro, sempre primeiro, e eu venho atrás. E assim tá bem. Assim tá certo. É assim que tem que ser.”

E é com esse trecho que começamos essa história, da saga “Dustlands”, contada pela nossa protagonista Saba, uma jovem que vive numa terra seca no Lago da Prata, onde o clima é confuso, momentos secos, outros raros de chuvas, tempestades de areia e outros até de granizo. Ela vive com seu pai, sua irmã mais nova Emmi e seu irmão gêmeo Lugh. Durante toda a sua vida, a garota esteve à sombra de seu irmão. Ele era o perfeito, enquanto ela era apenas o resto. Acreditava-se que isso estava escrito nas estrelas, seu pai era o único capaz de lê-las, Lugh achava isso tolice, Sabah não sabia no que acreditar. Isso pode criar um pequeno receio de ler o livro, porém não é bem assim. Ela cresceu a sombra do seu irmão, mas ama-o de qualquer forma, incondicionalmente, e iria sempre seguir seus passos, sempre. Eles moram isolados, o vizinho mais perto deles está a duas léguas e mal fala, pouco são os visitantes. O que prende eles a essa terra escassa? As lembranças da sua mãe que partiu dois dias após dar à luz a Emmi. Tudo que resta dela é aquela casa, o “círculo mágico”, e seu pai não quer deixar isso para trás.

A jornada de Saba começa quando uma tempestade de poeira avermelhada cruza o seu deserto trazendo com ela cinco cavaleiros em cima de mustangues (os cavalos, não os carros). O que eles queriam ninguém sabe apenas levaram o seu irmão e mataram o seu pai. Seu mundo foi embora. Pela primeira vez na vida ela se sente perdida, sem rumo, sem o seu guia. Então só restou uma alternativa, ela não vai perder seu irmão, seu tudo. Ela está decidida a fazer tudo para traze-lo de volta, ela vai cruzar todo deserto, toda tempestade e chuva vermelha a procura dele. Nada e ninguém vai impedi-la, descobrindo um lado que até então era desconhecido para ela, um lado lutador, se tornando a própria anja da morte. Durante a sua jornada ela irá receber ajuda de um jovem, de um grupo de garotas revolucionarias e se tornará uma peça importante numa revolução de toda civilização.

O livro apresenta uma linguagem “pobre”, com muitos erros de português, já que se passa todo no ponto de vista da protagonista que nunca recebeu qualquer tipo de ensino complexo, ela narra em suas palavras e para sentirmos a personagem por completo vemos erros propositais da escritora por toda parte, nada grave apenas o essencial. Assim conseguimos notar uma falta de conhecimento, nada que torne ela uma personagem tola ou uma história ruim. Muito pelo contrário, a busca pelo seu irmão, provou que seu amor por ele é capaz de superar quais quer obstáculo. É uma história recheada de ação, aventura, luta e mistérios.

Por Vicente Alencar

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s