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Conhecendo o Steampunk

Em seu início, o SteamPunk era apenas uma ramificação do subgênero de Ficção Cientifica, o CyberPunk e, por si só, não possuía grande influência literária até seu firmamento, que veio com a criação do seu nome, proveniente do autor K. W. Jeter, na década de 1980, quando o autor estava buscando criar um termo que especificasse e categorizasse suas obras e de outros autores como Tim Powers e James Blaylock, que já havia lançado livros ou novelas com características SteamPunk, porém estas histórias ainda não possuíam uma classificação exata.

Após a criação do termo pelo K. W Jeter, o SteamPunk cresceu ainda mais e ganhou forças para se “desgarrar” do CyberPunk e “criar asas” sozinho, ganhando ainda mais visibilidade, atraindo mais autores para si e uma massiva e fiel legião de fãs, que acompanhavam todas as novidades e revoluções na sociedade, na moda e nas belas artes (cinema, pintura…) as quais este novo subgênero estava criando, e ainda está.

Muitas pessoas confundem o SteamPunk com o retro-futurismo, o que chega a ser compreensível, pois o SteamPunk está também dentro desta classificação, uma vez que ele tem como sua principal característica, a “fundição” de tecnologias atuais, com tecnologias a vapor, mais precisamente da era da revolução industrial a vapor durante a era Vitoriana (1837 – 1901) ou do Faroeste Mecanizado dos E.U.A. De onde retira suas principais características de vestuário e designer, sempre com um estilo mais rustico em suas invenções.

 

Mas afinal, quais são as características que envolvem uma obra SteamPunk? Como reconhecer ou até criar uma história sobre este subgênero?

 

Como as características principais, o SteamPunk possui como já dito acima, a fundição de tecnologias atuais com as tecnologias a vapor da era industrial. O grande percursor disto, foi o Francês Julio Verne, que em seu livro 20.000 (Vinte Mil) Léguas Submarinas, descreve a existência de um submarino, o Náutilos, capaz de viajar até as profundezas do oceano sem problemas, além de possuir trajes subaquáticos para seus tripulantes poderem andar no chão das profundezas oceânicas, sem sofrerem com a imensa pressão existente, tudo mecanizado a vapor.

Assim, todas a tecnologias deste subgênero, se caracterizam por funcionar a vapor. Grande parte das histórias se passam em outros mundos, outras versões da Terra, em outras realidades, em que a tecnologia a vapor não foi substituída pela eletricidade, ao contrário, o vapor perdurou e ainda evoluiu a um patamar quase ou até mesmo impossível, deixando assim, a eletricidade apenas em segundo plano, como fonte de energia aos aparatos tecnológicos.

Todos os equipamentos, tanto civis quanto militares, possuem estrutura de madeira, com pequenas partes em metal, das quais sempre remetem a canos de escape, para a liberação do vapor da máquina, além é claro, de uma barulheira durante a utilização destes maquinários, que podem ser de armas até computadores que funcionam a vapor.

Computador  steampunk.jpg

É de estrema importância em uma história SteamPunk, a localização cronológica, como por exemplo, se passar no século XIX, e sempre apresentar novas bugigangas inexistentes em nosso mundo, ou que já conhecemos, porém com um designer totalmente remodelado.

Geralmente o SteamPunk é dito como um Faroeste Americano tecnológico ou uma era Vitoriana tecnológica, como vistos em filmes e livros famosos. Como em Wild Wild West (título em português: As Loucas Aventuras de James West), protagonizado pelo ator Will Smith, e teve sua adaptação para o cinema em 1999, que conta a história de James West, um Cowboy dos E.U.A que vive em um Oeste em desenvolvimento e exploração, como na nossa história, mas com o toque de grandes maquinas movidas a vapor, como um robô gigante metálico que tem sua fonte de alimentação o carvão.

as loucas aventuras de James West.jpg

O SteamPunk já se espalhou por todo o mundo se tornando conhecido pelos amantes de jogos e cinema. Nem sempre os admiradores de seu estilo, sequer sabem o seu nome, mas é de total certeza que todos admirem seu designer belíssimo, que algumas pessoas podem chamar de “Vintage”.

Em qualquer mídia que você olhar, achará o SteamPunk, e não só sua existência, mas como referência em qualquer meio. No mundo dos Games, o SteamPunk tem grande força graças a aclamada e lendária trilogia de jogos Bioshock, que contém todos os aspectos do SteamPunk, em todos os 3 jogos, e grande parte de ser uma trilogia tão aclamada, é sua ambientação de tirar o folego, a arquitetura de prédios e casas nesses jogos, tiram o ar de qualquer um que os jogue, tudo graças aos tons retro-futuristas do SteamPunk.

paniac at the disco.jpg

Além de também possuir ramificações na música, com videoclipes focados totalmente nesse estilo com: Roundtable Rivel da Lindsey Stirling, que tem uma pegada mais West americano, Turn me on, do David Guetta ou a mais famosa de todas, The Ballada of Mona Lisa, da banda Panic! At The Disco.

Mesmo com toda a grandeza do SteamPunk, o maior fato para sua persistência e grande visibilidade, são seus fãs que seguem todos os preceitos do movimento de moda SteamPunk, organizando fóruns on-line para debate de obras, ou até mesmo encontros em espaços abertos onde muitos vão vestidos com roupas da era Vitoriana ou realmente caracterizados com o estilo SteamPunk, possuindo adereços a mais em suas vestimentas.

encontro  steampunk.jpg

 

Aqui vai uma pequena lista dos maiores nomes do SteamPunk no mundo.

 

Os grandes representantes deste subgênero na literatura são:

20.000 Léguas Submarinas, do autor Julio Verne (1954).

The Defference Engine do autor William Gibson (1990).

Leviatã – A Missão Secreta de Scott Westerfeld (2009).

 

Representantes no cinema:

As Loucas Aventuras de James West (1999).

A Bússola de Ouro (2007).

Ladrões de Sonhos (2005)

 

Representantes nos Quadrinhos (H.Q’s)

Van Helsing (2004)

A Liga Extraordinária (1999)

SteamPunk Ladies: Vingança a Vapor (2015)

 

Representantes nos games:

Bioshock 1, 2 e Infinite (2007 – 2013)

Dishonored 1 e 2 (2012 – 2016)

The Order 1886 (2015)

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