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O que faz de “Todo Dia” uma obra maravilhosa?

Todo Dia é o tipo de livro que talvez você julgue pela capa e que talvez a sinopse o deixe mais atraente. Talvez você continue achando que não vale a pena ler ou talvez dê uma chance. Talvez você ache incrível ou talvez ache que “dá para o gasto”. É nesse ritmo de incerteza que David Levithan nos leva à história de A – sim, apenas A – e sua vida indefinida.
De início, somos apresentados à A, que, de certa forma, é o protagonista mais incomum que eu tive a oportunidade de acompanhar. Afinal, o que seria A? Ao decorrer da história percebemos que A é apenas A, um ser sem gênero e que não temos certeza do que exatamente “ele” seja. Nós não somos os únicos a ter dificuldade em entender a sua história, pois “ele” é forçado a mudar de hospedeiro todos os dias, ou seja, todos os dias A acorda num corpo diferente, independente do seu gênero e personalidade, e não possui controle disto.
Durante 16 anos, A leva a vida desta maneira e cria algumas regras: não se apegar a vida do hospedeiro e não modificar nada. Mas para não modificar a vida do hospedeiro, “ele” teria de conhecê-lo e manter sua rotina, e esse é outro ponto alto do livro. Não conhecemos apenas A e sim um pouco de todos os hospedeiros pelo qual “ele” passa.
Para quem gosta de narrativas na primeira pessoa por ter uma conexão mais profunda com o personagem, este livro simplesmente faz com que você tenha uma ligação com A, mesmo não sabendo o que “ele” seja, e sinta empatia por grande parte dos hospedeiros.
A aprendeu a se acostumar com essa vida de incertezas a qual “ele” levava até que conheceu Rhiannon. Rhiannon é a namorada do seu hospedeiro “do dia” e foi praticamente um amor a primeira vista. A abandona todas as suas regras e faz de tudo para que aquele dia seja o melhor dia para os dois. A partir deste dia começa todo o seu problema: A está completamente apaixonado por Rhiannon e não consegue se livrar deste sentimento. Em meio a um mar de incertezas sobre como será o dia de amanhã, a única certeza que A possui é o amor que sente pela Rhiannon. Então, “ele” decide conquistá-la, mas para isso teria que contar a sua história.
“Que história é essa sobre o instante em que você se apaixona? Como uma medida tão pequena de tempo pode conter algo tão grande? De repente, percebo porque as pessoas acreditam em déjà vu, por que acreditam em vidas passadas; porque não há meio de fazer com que os anos que passei na Terra sejam capazes de resumir o que estou sentindo. O momento em que você se apaixona parece carregar séculos, gerações atrás de si -tudo isso reorganizado para que essa intersecção precisa e incomum possa acontecer. Em seu coração, em seus ossos, por mais bobo que saiba que é, você sente que tudo levou a isso, que todas as flechas secretas estavam apontando para este lugar, que o universo e o próprio tempo construíram isso muito tempo atrás e agora você acaba de perceber que chegou ao local onde sempre deveria ter estado.”
Neste momento a curiosidade nos consome. Como “ele” irá fazer com que Rhiannon se interesse e como seria esse relacionamento? O final é espetacular, assim como toda a história, e traz bastante reflexão, definitivamente é o livro que você acaba e pensa “não acredito que acabei”. Existe um segundo volume da série, chamado “Outro Dia”, que conta a história de A e Rhiannon pelo ponto de vista da Rhiannon. O livro foi lançado em 2008 e no final de 2017 saiu o trailer do filme, no dia 23 de fevereiro será lançado nos Estados Unidos, porém não há data definida para o lançamento no Brasil.


Curtiu a resenha da nossa Larissa Moneta? Então corre e vai ler o livro que ele parece ser sensacional!

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